Nunca me perguntei se teria um fim
pois pra mim nada acaba
tudo continua
num fluxo de energia
que nao entendemos
Quando me pus a pensar
como seria com fim
Quando então entendi
que teria um
Cada orvalho da manhã
se desfez em gotas
de dor
Ressecadas
Receosas
Ressentidas
Tudo que era verdade
se desfez
Tudo que tinha de sincero
se perdeu
Nao há mais flores azuis
Não há tantos pássaros a voar
Não há
Não há
Dentre tudo que era eterno
um minuto bastou
para desmascarar
E a luz se fez real
como lúcida sempre foi
e nunca percebi
G.S
terça-feira, 22 de junho de 2010
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